A unica certeza da vida: mudanca
Date: Feb 7th, 2018 4:14:48 am - Subscribe
Mood: challenged


Olá! Me contive em ler os últimos posts antes de criar este. Li apenas o primeiro parágrafo do último, e percebi que isso já estava internalizado: Aqui é uma válvula de escape. Quando muita coisa já deu merda, escrever anonimamenet é a saída para manter a sanidade mental.

Ainda que tenha tido vontade de vir aqui diversas vezes desde 2016 (último post), não o fiz. Fui me descobrindo mais preguiçoso do que gostaria. Nos últimos 6 meses passei a sentir uma necessidade maior de fazer terapia. Cheguei a conversar com algumas pessoas sobre isso, mas falta pegar a lista, o telefone, ligar, marcar uma primeira consulta.

Descobri várias coisas sobre minha personalidade. Uma das mais recentes: meu drive para fazer as coisas é muito maior quando sinto que estou bloqueando/ferrando alguém ao não fazer. Quase sempre me preocupo mais com os outros do que comigo mesmo... e aí... fazer terapia... parece que só atinge a mim.

Mas... bem.. se estou aqui, provavelmente é para evitar um burnout. O último gatilho: recebi uma mensagem direta de "ou muda perfil, ou muda de emprego". Nos 5 anos de vida profissional, foi a primeira vez que ouvi isso. Nos lugares anteriores (e até mesmo nesse, há alguns meses), reecebi um tratamento bem mais de "o que está pegando? vamos conversar!" do que algo preto no branco. No fim, acho que prefiro a última abordagem: mais direta, sem mimimi, com cartas à mesa, mas..... cara.... isso dói.

Há algum tempo já, venho recebendo o feedback de que estou com perfil muito analista, e o valor que me pagam é para ter alguém com perfil gerencial (não o valor-quantia em si, mas sim o orçamento). Questões básicas como ficar gerenciando minhas tarefas, o que estou fazendo, se estou ou não disponível para algo, são questões que a diretora (agora minha gestora direta) sente necessidade de fazer, e disse abertamente que são questões que ela não preocupa nem mesmo com analistas, que recebem até 1/4 do que eu recebo. O grande baque que eu sinto: sempre fui analista, e aos trancos e barrancos, conseguia entregar o que combinava com o superior. Nessa oportunidade preciso ser gerente, e basicamente não há um "superior". Tem uma questão hierárquica, mas é uma startup, e então vem demanda de todos os lados, eu teria que gerenciá-las, falar não para algumas, ter foco, etc... Muita coisa de uma só vez, e tudo batendo agora, quando eu já deveria estar atuando desse modo há mais tempo.

Estou me lembrando aqui de um dos pontos que me fez querer fazer terapia: comprometimento. Percebi que ao longo do tempo, e em diversas esferas, tenho evitado me comprometer com algo. Isso se agravou após a guria do mestrado, com a qual me doei e abri por inteiro, e a não-correspondência me deixou bem mal. Conheci uma guria há 2 semanas. Muito massa, enfermeira (acho que tenho fit grande com elas... a profissão já puxa um "cuidar dos outros" que faz o coração bater mais forte..) Um pouco mais velha, e com uma filha. Quando descobri isso, já percebi alí uma mega gap de maturidade. Quando informou que era divorciada, o gap só aumentou. Se comprometer por um outro (e, caso dela, por dois outros) puxa uma maturidade para aprender muito sobre próprios limites, respeito ao próximo, como gerenciiar minha vida com as demais. E até um ponto básico: como ser eficiente e eficaz profissionalmente, para que também possa ter tempo para mim e os demais com os quais me comprometi.

Porra! Não consigo gerenciar nem o horário de trabalho! Jogo coisas para o final de semana, uso noites e entro madrugadas adentro para tentar entregar algo. Às vezes uso a desculpa de que estou comprometido com a empresa. Mas... na real mesmo... é que estou desesperado para garantir meu ganha-pão. Valorizo muito minha independência financeira, ainda que fragil. E, pior, recentemente me comprometi com um valor de aluguel mais caro: ou seja, reduziu o fluxo de água para encher a bacia.

Bem... 2 pontos que eu gostaria de elencar antes de seguir para o novo dia de trabalho:
(a) Sinto que a parte de comprometimento tem a ver com uma pouca clareza que tenho sobre o que quero da vida. Onde chegar? Estar aqui faz sentido? Estou no caminho dos meus objetivos? Acho que vale eu tentar puxar esses pontos nos próximos dias. Não tá rolando cada dia ser só mais um.
(b) próximos passos. Acabou que dormi antes de vir ao blog.. e acordei com alguns insights de mudança na rotina para tentar mudar para uma postura mais de líder, com planejamento, etc.. uma das quais: separar tempo para pensar nesse futuro, ter horário diário reservado para focar no planejamento, seja buscando novas possibilidades, enviando e-mail para alguém, fazer uma ligação, estruturar o impacto que cada abordagem teria, etc.. E outra parte do dia seguiria para questões de curto prazo, que não reduziram, mas vão requerer priorização (talvez realizada naquela parte do dia voltada ao médio prazo).

Bem... consegui estruturar minimamente alguns pontos, mas ainda sinto que um terapeuta será hiper útil para mim. Tô vendo que autosufficiência não tah rolando...

Um abraço!
Partiu mudança!
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Being an elephant rider
Date: Nov 24th, 2016 7:47:48 pm - Subscribe
Mood: doubtful


Caramba! Acabo de ler meus dois últimos posts aqui. Percebi que o trigger que me puxa ao blog é estar com a mente cheia, com vontade de gritar, com vontade de ninguém ouvir pra depois não ter que responder a "O que foi?"

Visto que há mais de 1 ano não dou as caras por aqui, uma novidade: Pedi demissão. Há quase 5 meses. E ainda não encontrei outro emprego.
Quando pedi demissão estava muito confiante de que encontraria algo rapidamente. Afinal, empresas estavam disputando profisionais de TI. Era tiro certo: bastava enviar currículo que em 1 semana estaria contratado. Ledo engano, claro!

Quando comecei a procurar emprego fui indicado para fazer freela. O fiz, e cogitei a possibilidade de seguir nessa forma de trabalho. Afinal, estava conseguindo viajar e trabalhar (após sair da empresa, claro). Até que percebi que, para continuar assim, eu deveria também correr atrás de novos contratos. E... vendas.... não. Não é pra mim. E lá vou eu voltar a procurar emprego.

Na empresa, eu tinha conseguido mudar meu cargo para algo mais próximo das minhas aspirações. Tinha conseguido ficar mais próximo das áreas de negócio. Um ano nessa área e já considerava que seria possível conseguir um emprego já nesse cargo. Depois de algumas entrevistas, percebi mais essa premissa falha. O que eu executava era suficiente para as necessidades da empresa. Quando tentei fazer algo mais, puxar as rédeas do produto, gerenciar prioridade da fila de demandas, puxar responsabilidades que deveriam ser, pelo cargo, minhas... meu gestor mandou a real e deu um "stop". Apesar do baque, tudo bem... vamos ver outros pontos em que eu possa desenvolver mais habilidades. E aí veio um segundo baque, ao propor foco em um produto digital que estava estagnado: "Não".

Enfim.. a ficha de que dependia de mim o meu desenvolvimento já tinha caído, o desafio era encontrar um meio de alterar o job description para usar a empresa como plataforma para meu desenvolvimento. Depois dessas negativas, desisti: os "desafios" já não me puxavam para cima... e eu, estagnado, não conseguiria aumentar minha capacidade de entregar valor. Um ciclo vicioso e desanimador. Saí.

E quando fui procurar emprego nessa área, tanto as descrições das atividades quanto as entrevistas me davam (e ainda me dão) socos e chutes: Não! Você não tem experiência relevante nessa área! Não! Vc não fazia nem metade do que profissionais nesse cargo fazem!
Desanimador.. não raro me sinto mal depois das entrevistas. Em uma empresa, durante a primeira entrevista o escopo da vaga era bem parecido com a parte que eu tinha executado. Saí confiante e assim cheguei à segunda entrevista. Nesse meio tempo o escopo da vaga mudou... requisitando todas as atribuições desse ~maldito~ cargo. Me ferrei de novo.

E aí.. estou voltando a procurar vagas como programador. A merda: Quase 1 ano e meio que já não tenho programação como job principal. O mais recente foi em dois freelas que cheguei a fazer. Outras merdas: (a) Não me vejo programando em 5 anos, (b) Quero um ambiente em que eu possa estar próximo dos números de negócio, (c) Tenho receio de não entregar à altura. Lembro que para entrar na última empresa, eu via uma oportunidade clara que estava alinhada aos meus objetivos. Só que ele era mais simples: entrar no mercado como programador. Simples, objetivo, direto.

Hoje, já tendo iniciado minha carreira há 3 anos, já comecei a direcioná-la, e programar me parece um retrocesso, ainda que já tenha identificado alguns casos em que conseguiria acelerar o desenvolvimento de skills que gostaria de ter. Logo, meu desafio hoje é me convencer de que trabalhar como programador não é um retrocesso. E, mais que isso, querer trabalhar como programador.

Tarefa árdua... mas já que o eu condutor já identificou algumas vantagens, falta fazer o eu elefante desejá-las. Assim alinho o racional e o emocional para atingir a máxima performance.. happy.gif

Nesse momento, já me sinto mais leve. Sempre tenho em mente que escrever ajuda a estruturar pensamentos e direcionar para uma ação. Pena que só executo esse ritual quando estou pra estourar.. sad.gif

Bem.. mudando de assunto.. Outro dia finalizei um rolo que estava tendo com uma mulher. A gente se encontrou num dia, e nos próximos houve uma sequencia intensa de encontros e ralas-e-rolas.. Mas aí, percebi que eu já não estava curtindo... Não sabia bem como afastar. Já tinha decidido que seria algo olho-no-olho.. mas ainda assim o fiz de maneira bem bruta. Depois de vê-la chorar, e ainda no meu ombro, comecei a pesquisar sobre psicopatia, sociopatia... e descobri algo que teve um fit maior: transtorno de personalidade esquiva.

Lendo sobre os sintomas e características de pessoas com este transtorno, me identifiquei bastante. Mas como é facil imaginar que se está com uma doença só de ler seus sintomas, estou para marcar uma consulta com um psiquiatra. Acho que até mesmo esse atraso já tem a ver com o transtorno... haha. Enfim, meu objetivo é ter um diagnóstico clínico. Se for positivo, como lidar? Se negativo, como lidar? Em ambos os casos, imagino algum direcionamento... o que já será muito útil, visto que sozinho o máximo que consigo pensar é em marcar com um psiquiatra.

Pq acho isso importante? Acredito que esse transtorno esteja por trás da minha dificuldade em tomar decisões, no meu medo de errar, comportamento esquivo em relacionamentos, e esquiva até mesmo de empregos. Parando pra pensar, sinto que me esquivo de compromissos. Por outro lado, sou o cara que fará o possível e o impossível para honrá-los. Hahahha... que merda! É medo de não optar pelo melhor compromisso... e não fechar compromisso muito alto com medo de não honrá-los.. o que raramente aconteceu. (por não fechar um alto, ou por fazer o possível e o impossível?? tan tan tan tannn....)

Vou indo nessa.. Já consegui dar uma leve esvaziada na mente, além de tomar duas decisões: dar um passo atrás e procurar vaga de desenvolvedor (só está em aberto a motivação); e marcar logo ess@ psiquiatra.

Abraço!
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Orphan...
Date: Oct 28th, 2015 9:11:45 pm - Subscribe
Mood: bad


Onde é que aperta o reset?

Apesar de estar com um puta desejo de querer jogar tudo para o alto, tenho também o sentimento de me reconhecer responsável por grande parte da minha situação hoje. que.... sim... não parece legal.

Recebi hoje a notícia de que meu chefe pediu demissão. Foi como aquelas notícias que vc já sabe que vai receber um dia, mas torce para e acredita piamente que nunca acontecerá. Não.. não estava preparado para isso.
Me vi apegado à empresa. Me senti com medo de sair. Me percebi em um lugar do qual gosto de tentar fugir: zona de conforto.

Por outro lado, essa mesma empresa me liberou a oportunidade de mudar de carreira, o que, sem dúvida alguma, me permite aproximar muito mais rapidamente dos poucos traços que consigo esboçar do meu futuro desejável.

Hoje já vieram algumas perguntas de "como recebeu a notícia?", "como vai ficar organizada a área?", "que características considera importante na próxima pessoa a ocupar o cargo?"... Ainda é duro para mim lidar com tais perguntas.. sentia nesse chefe um interesse genuíno em desenvolver o pessoal da equipe, mesmo que às vezes não soubesse bem como fazer isso. O insight e ânimo que aparece ao pensar "poderia eu ocupar esse cargo?" some mais rápido que alegria de pobre. Recebi no úlitmo feedback muitos pontos a melhorar, e concordo com a maioria deles.
E um ponto crucial: ainda não consigo levar a cabo um projeto. Engraçado que esse é um dos pontos que divulgo às pessoas que um mestrado ajuda a desenvolver.. pelo visto não foi o meu caso.

Tinha começado, nessa semana mesmo, a esboçar um projeto para levar à frente. Eu seria responsável tanto pela gestão quanto pela execução, ainda que o resultado pudesse ser de grande valia (acredito eu) para a empresa.

Sei lá.. eu sentia que estava fazendo um bom trabalho e que tinha o aval do meu chefe para lidar com algo fora das minhas atribuições rotineiras para me desenvolver. A saída põe tudo isso em zona cinza de novo.

No modelo de Kübler-Ross, já passei da negação, mas ainda estou na raiva. Não consigo pensar ainda em como barganhar... o que barganhar... com quem barganhar.. estou só sem chão mesmo.

Desculpe o bad mood.... vou passar para o quadro branco.. talvez me ajude a linkar melhor as coisas. O desabafo aqui me ajudou a perceber como estou me sentindo... mas a meta ainda é conseguir pensar em próximos passos.

Ah! isso me fez lembrar que uma das coisas que me segura na empresa (na qual já estou há 2,5 anos...) é o fato de me considerar essencial para a área de TI... sinto que se eu sair, sai comigo 70% do conhecimento acumulado alí, que não está mastigado em nenhum local, apenas em alguns registros espalhados na minha mente..
A saída do chefe acabou por me segurar ainda mais na empresa. Acho que eu só não queria que isso esteja sendo um fator decisivo para eu ficar aqui...


flw! #partiu quadro branco...
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Fear of the growth
Date: Jul 16th, 2015 11:12:51 pm - Subscribe
Mood: insulted


Há tempos (meses) tenho percebido que minha mente tem ficado muuuito cheia. Sabe quando vc está conversando com uma pessoa, passeando por um parque, ou começa a fitar o horizonte, enquanto usa um garfo para levar montes de alimentos à boca.... e então sente que não há espaço livre em sua mente?
Pois é. História das minhas últimas semanas.

Há algum tempo pensei em sair da empresa em que estava trabalhando, e nesse momento fui refletir em muitos prós e contras de cada decisão. Ainda que ficar tenha o apelo social, eu me vi "pagando" para fazer parte dessa história. Não literalmente, mas ao sair eu teria muitas oportunidades de aprendizado e crescimento. Lá há uma certa autonomia e liberdade para inovar. O grande problema: É meu primeiro emprego, me sinto a todo o tempo no fim de uma gruta, com duas ou três ferramentas em mãos para expandir essa gruta.

Estar nessa ponta e poder fazer a diferença me anima muuuito. Mas bato muito a cabeça tanto para decidir qual ferramenta é melhor usar, e para qual direção tentarei avançar alguns metros (ou mesmo centímetros). O líder técnico de lá tem feito muito esforço para ajudar a iluminar a gruta, mas às vezes o sinto tão perdido quanto eu.. :/

Com uma pausa na metáfora.. Decidi por ficar na empresa. Terminei o mestrado, e então teria a mente mais livre para fazer um trabalho do tamanho do meu potencial. Às vezes me frustro ao perceber que ele não era tão grande assim... mas ao mesmo tempo sinto a liberdade que tenho para desenvolvê-lo.
E aí... me pressiono a desenvolvê-lo. e aí... shit is happening.

Apesar da cobrança ser interna, percebi que me defino réguas muito altas, e como precisa de persistência (esforço * tempo) para chegar lá, não raro desisto antes de alcançá-la.
Vez ou outra até percebo que houve evolução, mas isso é raro perceber no dia-a-dia... o que torna todo esse processo de autodesenvolvimento bem frustrante.

Há algum tempo atrás, comecei a me interessar mais sobre equilíbrio pessoal vs. profissional, felicidade, o que fazer com o MEU tempo. Acho que foi após um insight de que meu tempo de vida é MEU, e posso vendê-lo à empresa X, à Y, à Z, ou fazer um curso, uma atividade física, barzinho, viagens... enfim, a noção de que meu tempo é MEU, desencadeou uma série de pensamentos sobre como estou levando a vida.

Após algumas sessões de coaching, percebi que havia me acostumado a preencher horários com coisas de outrem. Se me pediam algo, aceitava e alocava um horário "livre" para fazê-lo. Isso me acostumou a me sentir ocupado, fazendo algo útil, mas na prática era uma desculpa para não refletir sobre o que eu queria fazer... e, pior ainda, por sentir falta de tempo para mim mesmo, às vezes eu simplesmente chutava tudo e "curtia" minhas horas e horas inúteis de mente pesada, mas que eram para mim.

Depois de algumas pesquisas, descobri um templo budista em uma cidade próxima, que tinha visitação aberta ao público. Passei um dia por lá. Entendi melhor o significado de diversos símbolos budistas e uma das principais funções da meditação: reflexão.
Tenho sentido falta de horários para reflexão há muuuuito tempo. Ainda falta a disciplina para fazê-lo, mas são nesses momentos que estou conseguindo liberar um pouco a mente.

Falando nisso.. uma das reflexões é exatamente essa: O que tem ocupado minha mente? Dúvidas, sugestões, insights, pensamentos, ideias, questionamentos, vontades, preocupações.... E grande parte delas só está alí por que ainda não as externalizei. E então comecei a me instigar a falar o que está na mente.

Isso está sendo muito útil no trabalho. Ainda mais agora que estou começando a ter que tomar decisões. Antes era muito "faça o que está escrito", agora estou ajudando a escrever o que tem que ser feito (ainda que muito daquilo seja feito por mim mesmo). E aí.. comecei a tirar muitas dúvidas no momento em que elas surgem. às vezes banais, mas já é uma coisa a menos que ocupa minha mente, além de ter mais certeza sobre qual a necessidade do que está sendo discutido.

Voltando no trabalho... sobre perceber que estou pagando para estar nele.. Comecei a adotar uma postura de "Tenho que fazer isso aqui valer a pena". Além de mais engajado em algumas atividades, diminuí meu nível de discussão sobre "picuinhas". Quase um exercício diário de usar a regra de pareto, ou regra 80/20.. que diz que 80% dos problemas podem ser resolvidos com 20% do esforço.
Sério... agora que tenho um pouco mais de liberdade para usar o meu tempo, essa regra tem sido muuuuuito útil.

O que ainda me trava: Não sei onde quero estar em 5, 10 ou 15 anos. Nem mesmo no ano que vem. No momento em que decidi mudar para consultoria após 1 ano, a empresa simplesmente disse: ou vai agora, ou fica... decide. No fim.. decidi ficar.. com um pequeno amargor, mas fiquei. Acho que foi aí que deu os estalos de "estou pagando" e "tenho que fazer isso valer a pena".

Voltando um pouco... tenho muito a certeza de que ao saber onde quero chegar em 5 anos, eu terei como montar um plano mais claro de passos para chegar lá. E.... engraçado.. me veio na mente vários dos bloqueios que tenho para defini onde quero chegar em 5 anos. O primeiro: o medo de estar sonhando pequeno. o 2º: o medo de sonhar grande e não alcançar. o 3º o medo de deixar passar diversas oportunidades que poderiam ser melhores. acho que, no fim... é tudo medo de errar.

Tomar decisões sempre foi algo que me esquivei ao máximo. É um processo muito custoso para mim... mas inconscientemente tenho a noção de que é uma das poucas coisas que não dá pra delegar: não dá pra pedir a outra pessoa para decidir por você... (ainda que eu quase sempre tente fazer isso).

Uma das preocupações que tenho hoje é se as pessoas à minha volta estão percebendo o quanto estou me esforçando. Há 2 reuniões de feedback que não recebo aumento, e concordo por não tê-los recebido. Mas comecei a me perguntar: o que esperam de mim? O que é esperado que eu faça? Acho que assim eu poderia liberar um pouco mais minha mente para poder focar em fazer.. em entregar valor.

Às vezes até consigo liberar um pouco da minha mente... mas fico com a sensação: o que estou deixando para trás?
tah foda... achei que escrever aqui iria me ajudar a liberar a mente. joguei muitos pensamentos que me permeavam... muitos outros ainda se mantém.. e, sinceramente, tô cansado.. tô mais a fim de ser feliz.. e tô percebendo que preciso de mais tempo para mim.

ah! vlw.. tah muito desestruturado o texto.. mas pelo menos confirmou que estou sem linha de raciocínio para tomar qualquer decisão.

e.. outro importante aprendizado: estou com medo de errar... o que pode estar tornando meu processo de decisão muuuito custoso. #partiu decidir mais e aceitar melhor as decisões erradas.

fuiz.
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Um soco na cara...
Date: Jan 19th, 2015 7:59:32 pm - Subscribe


Hoje levei um puta soco na cara... Bixo... doeu.. mas doeu muito.
O diretor da empresa em que trabalho pediu demissão.
Doeu.. doeu.. e ainda dói. A informação está parecendo aquele caroço de pequi com espinhos: difícil de engolir.

Desde que entrei na empresa tive muito apreço por ele. O guri (apesar dos seus trinta e talz) sabia comunicar decisões estratégicas, era transparente, mantinha viva a visão da empresa para os próximos 5 anos... e, com ele no leme, eu tinha a tranquilidade e a agitação de que tudo caminharia por uma trilha fodástica, alcançando posições do caralho!

Desde que entrei na empresa divido meu tempo entre trabalho e mestrado.. e tanto ele quanto meu chefe me apoiaram e ajudaram muito para que eu concluísse essa etapa. Infelizmente, minha produtividade caiu bastante nos últimos tempos, e caí na armadilha do pensamento: "estou gerando uma dívida com eles por essa subprodução.. mas assim que terminar o mestrado, dou um gás e pago com juros!"
Só que mais uma vez caí na ilusão do tempo infinito, da imutabilidade do mundo enquanto estou aguardando um acontecimento... O mundo não parou só pq eu resolvi esperar. O diretor resolveu sair. A improdutividade reinou. Eu não vou ter a chance de pagar a dívida para com ele.

Estive conversando com um amigo sobre aproveitadores, compensadores e doadores. Os primeiros buscam levar a vantagem em tudo. Os compensadores vivem buscando compensar: pagar pelo que recebeu, e pronto. Os últimos não se importam em, e alguns até buscam, dar mais do que receber.
Me vejo entre o compensador e o doador: Me sinto muito mal quando levo vantagem em algo, acho simplesmente injusto. Tento, no mínimo, compensar as coisas que recebo e, quando possível, doo (me faz bem sentir-me útil). E aí... estou sentindo uma mega sensação de injustiça: tive um bom salário, ótimos lideres, apoio para finalizar o mestrado (inclusive com redução de carga horária)... e não vou conseguir compensar minha falta de improdutividade nos últimos meses... :/

Anyway... não consegui ficar parado. Fui conversar com meu chefe.. e aí descarreguei tudo o que estava sentindo e entalado na garganta: desde esse sentimento de improdutividade e não-compensação até algumas reflexões de carreira...
Há muito tempo não conversávamos fora de alguma reunião. E foi bom para realinhar algumas expectativas.

E nesse realinhamento.. estão cientes da minha baixa produtividade, mas optaram por pagar o preço, e admiram minha posição de querer compensar essa dívida. Fora isso, gostariam de me ver opinando mais, pois seria tanto bom para minha carreira quanto para a empresa.
Foi particularmente interessante poder ter uma conversa aberta sobre futuro da minha carreira, ainda que a empresa atual não estivesse nessa linha por muito tempo. Essa transparência me fascina! grin.gif

Bem... é isso. O soco forte serviu para eu parar de adiar as coisas e achar que terei tempo para tudo. Não fosse a minha procrastinação, já teria terminado esse mestrado, pago minha dívida, e estaria desenvolvendo minha carreira. Estou pagando o preço de ficar calado frente a muitas situações em que eu poderia ter encurtado o mestrado. Estou pagando o preço de achar que teria tempo suficiente para pagar a dívida da minha improdutividade. Estou pagando o preço de ter procrastinado para fazer o mestrado. E está saindo caro.

Duas coisas que, certeza, o mestrado reforçou para mim: 1) Se não se sente bem fazendo algo, é melhor cair fora do que insistir. 2) Ao assumir dois compromissos que demandam esforço, é necessário se dividir em 3: um para cada compromisso, e outro para gerenciar esse compartilhamento do único recurso disponível: eu mesmo.... e não dá para ser nem mesmo 80% de mim em cada lugar.

Tive muita dificuldade em cuidar de mim mesmo e conseguir direcionar esforços quando necessário. Houve tempos em que direcionei à empresa.. e outros ao mestrado... Quando consegui equilibrar, passei a me sentir subutilizado tanto na empresa quanto no mestrado, e aí... me ferrei muito, pois faltava aquele sentimento de estar se sentindo produtivo para conseguir ser ainda mais produtivo.

Bem... é isso.. o desabafo foi para registrar esse nocaute que recebi hoje...
Ainda está mexendo comigo, mas não sei ainda até onde essa chacoalhada vai me levar.

Abraços!
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