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Olá pessoal... quanto tempo..

Há alguns dias retornou-me a vontade de postar no blog.....
Achei esquisito o fato de eu ficar tanto tempo sem nem parar para pensar sobre o que falar aqui... E, por ser curioso, resolvi analisar as situações, e descobri algo que me deixou... ahn... como posso dizer.... pensativo.
A única força que me traz a este blog é o pensamento na garota à qual me declarei ocultamente.
Estava morrendo de saudades dela, mesmo sabendo que para encontrá-la basta visitar a sala ao lado (no colégio)..
Mesmo sem procurá-la, acabo passando por ela algumas vezes... ela não me ignorou como uma outra vez (caso comentado no último ou penúltimo post).... ocorreu exatamente o oposto em duas situações parecidas:
Ela, conversando com alguns amigos, viu-me e percebeu que eu a olhava, quando me aproximei, ela discretamente sorriu e deu um "Oi"...
O sorriso não acredito que seja por minha causa... e.. olha só que mentiroso sou.. ela não estava acompanhada de amigos... era de um outro cara.. (nas duas situações, a mesma pessoa)..

Percebo que não esqueci o forte e desconhecido sentimento que invadiu-me durante o ano passado.... Eliminá-lo é difícil e complicado... até hoje não tive coragem de deletar as fotos que tenho dela do computador... nem do celular. Esquisito é saber que nada irá ocorrer, e mesmo assim não desejar tirar tudo isso da memória.

Recebi por scrap uma daquelas mensagens do MeuOrkut... e resolvi procurar algumas coisas interessantes no dito cujo. Não resisti ao ler "Mensagens" e "Amor".... li algumas poesias.... mas apenas uma expressou com "fidelidade" o que sinto.
Fidelidade entre parênteses pois foi escrita por uma mulher e se referia a um homem.
Coloco-a aqui, adaptada:

Dor de Amor
(Norma Andrade)


Sua imagem percorre meus
sonhos como uma sombra.
Sua voz invade meus sentidos como um sonho.
Seu carinho me acompanha.
Seu perfume desperta meu pensamento.
Sua falta me entristece e me transporta,
Para um mundo irreal e desconhecido.
Minha vida, sem você será vazia.
Quero e não posso tê-la.
Te preciso e não sei como,
Guardar no peito tanto amor.
Sentir este vazio
E sufocar tanta dor.
Tenho que caminhar sem você.
Não nos pertencemos.
Em outros braços,
Em outro mundo,
Você está e eu agora,
Sei que nunca serei seu.
Você nunca poderá ser minha.
O amor tem que doer calado,
Para que os arredores não percebem
Que sequer existiu...
Nasceu já condenado,
E vai continuar pela eternidade
Em si mesmo fechado.
E no peito, sofrido
Jaz uma dor,
Que de tanto doer
Vai terminar, quando se for
Este grande amor.
Para um tempo que não se sabe quando...


Claro que, apesar de considerá-la perfeita, não a decorei... e acredito que não irei parar para lê-la todos os dias.... Apesar disso... acabo de colocar uma cópia em meu celular...

Ah! Voltando ao assunto sobre o que me traz ao aeonity.... Toda a saudade que sinto é satisfeita quando visualiso seu semblante.
É como se fosse um jogo... onde cada coisa que vejo-a fazer é transformado em estrelas... e de acordo com que o tempo passa... o número de estrelas vai diminuindo.... sendo necessário revê-la para recuperar estrelas.
Fazendo uma análise mais profunda.. substituo "jogo" por "situação semi-crítica", "estrelas" por "ânimo para a vida" e "cada coisa que vejo-a fazer" por "vê-la e não me sentir ignorado".
Complicado? Então aí vai a versão simplificada: Renovo a minha vontade de viver ao vê-la e perceber que ela não me ignora.

Penso em conversar com ela mais uma vez.... até hoje não entreguei-lhe o disquete...
Mas pelo tempo e pelas últimas situações em que a encontrei, não me conterei e perguntarei: "Ainda está namorando?"
O mais esquisito é que ficaria indescritivelmente feliz se ela respondesse que sim.
Sei que ela não se daria ao luxo de jogar tempo fora, principalmente comigo. Ocorre que ela tinha falado que namorava há 5 anos e estava feliz com o relacionamento... E como a vi algumas vezes conversando de maneira mais íntima com um cara do colégio, já não garanto que o namoro dura 5 anos..

Enquanto escrevia o último "parágrafo", cochilei algumas vezes.. (hehe, já é 1:51).. E, não sei porque, acabei tendo uma idéia..
Desde que li a poesia, pensava em alguma maneira de passar à ela.. Colocar no disquete seria confuso (muitos arquivos ou informações juntas e desorganizadas)..
Veio então a idéia de entregá-la um papel com a mesma.. Mas chamaria muita atenção (e um disquete não chama?)..

Ainda decidirei como irei passar a poesia a ela... a vantagem do Disquete é enviar também outros arquivos que gostaria de entregá-la...
Enquanto isso.... fico apenas analisando os casos... as situações ideais.... o conjunto de palavras a serem usadas... etc...

Bem... até a próxima...

Boa noite...
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