Being an elephant rider
Date: Nov 24th, 2016 7:47:48 pm - Subscribe
Mood: doubtful


Caramba! Acabo de ler meus dois últimos posts aqui. Percebi que o trigger que me puxa ao blog é estar com a mente cheia, com vontade de gritar, com vontade de ninguém ouvir pra depois não ter que responder a "O que foi?"

Visto que há mais de 1 ano não dou as caras por aqui, uma novidade: Pedi demissão. Há quase 5 meses. E ainda não encontrei outro emprego.
Quando pedi demissão estava muito confiante de que encontraria algo rapidamente. Afinal, empresas estavam disputando profisionais de TI. Era tiro certo: bastava enviar currículo que em 1 semana estaria contratado. Ledo engano, claro!

Quando comecei a procurar emprego fui indicado para fazer freela. O fiz, e cogitei a possibilidade de seguir nessa forma de trabalho. Afinal, estava conseguindo viajar e trabalhar (após sair da empresa, claro). Até que percebi que, para continuar assim, eu deveria também correr atrás de novos contratos. E... vendas.... não. Não é pra mim. E lá vou eu voltar a procurar emprego.

Na empresa, eu tinha conseguido mudar meu cargo para algo mais próximo das minhas aspirações. Tinha conseguido ficar mais próximo das áreas de negócio. Um ano nessa área e já considerava que seria possível conseguir um emprego já nesse cargo. Depois de algumas entrevistas, percebi mais essa premissa falha. O que eu executava era suficiente para as necessidades da empresa. Quando tentei fazer algo mais, puxar as rédeas do produto, gerenciar prioridade da fila de demandas, puxar responsabilidades que deveriam ser, pelo cargo, minhas... meu gestor mandou a real e deu um "stop". Apesar do baque, tudo bem... vamos ver outros pontos em que eu possa desenvolver mais habilidades. E aí veio um segundo baque, ao propor foco em um produto digital que estava estagnado: "Não".

Enfim.. a ficha de que dependia de mim o meu desenvolvimento já tinha caído, o desafio era encontrar um meio de alterar o job description para usar a empresa como plataforma para meu desenvolvimento. Depois dessas negativas, desisti: os "desafios" já não me puxavam para cima... e eu, estagnado, não conseguiria aumentar minha capacidade de entregar valor. Um ciclo vicioso e desanimador. Saí.

E quando fui procurar emprego nessa área, tanto as descrições das atividades quanto as entrevistas me davam (e ainda me dão) socos e chutes: Não! Você não tem experiência relevante nessa área! Não! Vc não fazia nem metade do que profissionais nesse cargo fazem!
Desanimador.. não raro me sinto mal depois das entrevistas. Em uma empresa, durante a primeira entrevista o escopo da vaga era bem parecido com a parte que eu tinha executado. Saí confiante e assim cheguei à segunda entrevista. Nesse meio tempo o escopo da vaga mudou... requisitando todas as atribuições desse ~maldito~ cargo. Me ferrei de novo.

E aí.. estou voltando a procurar vagas como programador. A merda: Quase 1 ano e meio que já não tenho programação como job principal. O mais recente foi em dois freelas que cheguei a fazer. Outras merdas: (a) Não me vejo programando em 5 anos, (b) Quero um ambiente em que eu possa estar próximo dos números de negócio, (c) Tenho receio de não entregar à altura. Lembro que para entrar na última empresa, eu via uma oportunidade clara que estava alinhada aos meus objetivos. Só que ele era mais simples: entrar no mercado como programador. Simples, objetivo, direto.

Hoje, já tendo iniciado minha carreira há 3 anos, já comecei a direcioná-la, e programar me parece um retrocesso, ainda que já tenha identificado alguns casos em que conseguiria acelerar o desenvolvimento de skills que gostaria de ter. Logo, meu desafio hoje é me convencer de que trabalhar como programador não é um retrocesso. E, mais que isso, querer trabalhar como programador.

Tarefa árdua... mas já que o eu condutor já identificou algumas vantagens, falta fazer o eu elefante desejá-las. Assim alinho o racional e o emocional para atingir a máxima performance.. happy.gif

Nesse momento, já me sinto mais leve. Sempre tenho em mente que escrever ajuda a estruturar pensamentos e direcionar para uma ação. Pena que só executo esse ritual quando estou pra estourar.. sad.gif

Bem.. mudando de assunto.. Outro dia finalizei um rolo que estava tendo com uma mulher. A gente se encontrou num dia, e nos próximos houve uma sequencia intensa de encontros e ralas-e-rolas.. Mas aí, percebi que eu já não estava curtindo... Não sabia bem como afastar. Já tinha decidido que seria algo olho-no-olho.. mas ainda assim o fiz de maneira bem bruta. Depois de vê-la chorar, e ainda no meu ombro, comecei a pesquisar sobre psicopatia, sociopatia... e descobri algo que teve um fit maior: transtorno de personalidade esquiva.

Lendo sobre os sintomas e características de pessoas com este transtorno, me identifiquei bastante. Mas como é facil imaginar que se está com uma doença só de ler seus sintomas, estou para marcar uma consulta com um psiquiatra. Acho que até mesmo esse atraso já tem a ver com o transtorno... haha. Enfim, meu objetivo é ter um diagnóstico clínico. Se for positivo, como lidar? Se negativo, como lidar? Em ambos os casos, imagino algum direcionamento... o que já será muito útil, visto que sozinho o máximo que consigo pensar é em marcar com um psiquiatra.

Pq acho isso importante? Acredito que esse transtorno esteja por trás da minha dificuldade em tomar decisões, no meu medo de errar, comportamento esquivo em relacionamentos, e esquiva até mesmo de empregos. Parando pra pensar, sinto que me esquivo de compromissos. Por outro lado, sou o cara que fará o possível e o impossível para honrá-los. Hahahha... que merda! É medo de não optar pelo melhor compromisso... e não fechar compromisso muito alto com medo de não honrá-los.. o que raramente aconteceu. (por não fechar um alto, ou por fazer o possível e o impossível?? tan tan tan tannn....)

Vou indo nessa.. Já consegui dar uma leve esvaziada na mente, além de tomar duas decisões: dar um passo atrás e procurar vaga de desenvolvedor (só está em aberto a motivação); e marcar logo ess@ psiquiatra.

Abraço!
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