Fear of the growth
Date: Jul 16th, 2015 11:12:51 pm - Subscribe
Mood: insulted


Há tempos (meses) tenho percebido que minha mente tem ficado muuuito cheia. Sabe quando vc está conversando com uma pessoa, passeando por um parque, ou começa a fitar o horizonte, enquanto usa um garfo para levar montes de alimentos à boca.... e então sente que não há espaço livre em sua mente?
Pois é. História das minhas últimas semanas.

Há algum tempo pensei em sair da empresa em que estava trabalhando, e nesse momento fui refletir em muitos prós e contras de cada decisão. Ainda que ficar tenha o apelo social, eu me vi "pagando" para fazer parte dessa história. Não literalmente, mas ao sair eu teria muitas oportunidades de aprendizado e crescimento. Lá há uma certa autonomia e liberdade para inovar. O grande problema: É meu primeiro emprego, me sinto a todo o tempo no fim de uma gruta, com duas ou três ferramentas em mãos para expandir essa gruta.

Estar nessa ponta e poder fazer a diferença me anima muuuito. Mas bato muito a cabeça tanto para decidir qual ferramenta é melhor usar, e para qual direção tentarei avançar alguns metros (ou mesmo centímetros). O líder técnico de lá tem feito muito esforço para ajudar a iluminar a gruta, mas às vezes o sinto tão perdido quanto eu.. :/

Com uma pausa na metáfora.. Decidi por ficar na empresa. Terminei o mestrado, e então teria a mente mais livre para fazer um trabalho do tamanho do meu potencial. Às vezes me frustro ao perceber que ele não era tão grande assim... mas ao mesmo tempo sinto a liberdade que tenho para desenvolvê-lo.
E aí... me pressiono a desenvolvê-lo. e aí... shit is happening.

Apesar da cobrança ser interna, percebi que me defino réguas muito altas, e como precisa de persistência (esforço * tempo) para chegar lá, não raro desisto antes de alcançá-la.
Vez ou outra até percebo que houve evolução, mas isso é raro perceber no dia-a-dia... o que torna todo esse processo de autodesenvolvimento bem frustrante.

Há algum tempo atrás, comecei a me interessar mais sobre equilíbrio pessoal vs. profissional, felicidade, o que fazer com o MEU tempo. Acho que foi após um insight de que meu tempo de vida é MEU, e posso vendê-lo à empresa X, à Y, à Z, ou fazer um curso, uma atividade física, barzinho, viagens... enfim, a noção de que meu tempo é MEU, desencadeou uma série de pensamentos sobre como estou levando a vida.

Após algumas sessões de coaching, percebi que havia me acostumado a preencher horários com coisas de outrem. Se me pediam algo, aceitava e alocava um horário "livre" para fazê-lo. Isso me acostumou a me sentir ocupado, fazendo algo útil, mas na prática era uma desculpa para não refletir sobre o que eu queria fazer... e, pior ainda, por sentir falta de tempo para mim mesmo, às vezes eu simplesmente chutava tudo e "curtia" minhas horas e horas inúteis de mente pesada, mas que eram para mim.

Depois de algumas pesquisas, descobri um templo budista em uma cidade próxima, que tinha visitação aberta ao público. Passei um dia por lá. Entendi melhor o significado de diversos símbolos budistas e uma das principais funções da meditação: reflexão.
Tenho sentido falta de horários para reflexão há muuuuito tempo. Ainda falta a disciplina para fazê-lo, mas são nesses momentos que estou conseguindo liberar um pouco a mente.

Falando nisso.. uma das reflexões é exatamente essa: O que tem ocupado minha mente? Dúvidas, sugestões, insights, pensamentos, ideias, questionamentos, vontades, preocupações.... E grande parte delas só está alí por que ainda não as externalizei. E então comecei a me instigar a falar o que está na mente.

Isso está sendo muito útil no trabalho. Ainda mais agora que estou começando a ter que tomar decisões. Antes era muito "faça o que está escrito", agora estou ajudando a escrever o que tem que ser feito (ainda que muito daquilo seja feito por mim mesmo). E aí.. comecei a tirar muitas dúvidas no momento em que elas surgem. às vezes banais, mas já é uma coisa a menos que ocupa minha mente, além de ter mais certeza sobre qual a necessidade do que está sendo discutido.

Voltando no trabalho... sobre perceber que estou pagando para estar nele.. Comecei a adotar uma postura de "Tenho que fazer isso aqui valer a pena". Além de mais engajado em algumas atividades, diminuí meu nível de discussão sobre "picuinhas". Quase um exercício diário de usar a regra de pareto, ou regra 80/20.. que diz que 80% dos problemas podem ser resolvidos com 20% do esforço.
Sério... agora que tenho um pouco mais de liberdade para usar o meu tempo, essa regra tem sido muuuuuito útil.

O que ainda me trava: Não sei onde quero estar em 5, 10 ou 15 anos. Nem mesmo no ano que vem. No momento em que decidi mudar para consultoria após 1 ano, a empresa simplesmente disse: ou vai agora, ou fica... decide. No fim.. decidi ficar.. com um pequeno amargor, mas fiquei. Acho que foi aí que deu os estalos de "estou pagando" e "tenho que fazer isso valer a pena".

Voltando um pouco... tenho muito a certeza de que ao saber onde quero chegar em 5 anos, eu terei como montar um plano mais claro de passos para chegar lá. E.... engraçado.. me veio na mente vários dos bloqueios que tenho para defini onde quero chegar em 5 anos. O primeiro: o medo de estar sonhando pequeno. o 2º: o medo de sonhar grande e não alcançar. o 3º o medo de deixar passar diversas oportunidades que poderiam ser melhores. acho que, no fim... é tudo medo de errar.

Tomar decisões sempre foi algo que me esquivei ao máximo. É um processo muito custoso para mim... mas inconscientemente tenho a noção de que é uma das poucas coisas que não dá pra delegar: não dá pra pedir a outra pessoa para decidir por você... (ainda que eu quase sempre tente fazer isso).

Uma das preocupações que tenho hoje é se as pessoas à minha volta estão percebendo o quanto estou me esforçando. Há 2 reuniões de feedback que não recebo aumento, e concordo por não tê-los recebido. Mas comecei a me perguntar: o que esperam de mim? O que é esperado que eu faça? Acho que assim eu poderia liberar um pouco mais minha mente para poder focar em fazer.. em entregar valor.

Às vezes até consigo liberar um pouco da minha mente... mas fico com a sensação: o que estou deixando para trás?
tah foda... achei que escrever aqui iria me ajudar a liberar a mente. joguei muitos pensamentos que me permeavam... muitos outros ainda se mantém.. e, sinceramente, tô cansado.. tô mais a fim de ser feliz.. e tô percebendo que preciso de mais tempo para mim.

ah! vlw.. tah muito desestruturado o texto.. mas pelo menos confirmou que estou sem linha de raciocínio para tomar qualquer decisão.

e.. outro importante aprendizado: estou com medo de errar... o que pode estar tornando meu processo de decisão muuuito custoso. #partiu decidir mais e aceitar melhor as decisões erradas.

fuiz.
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