Miedo que da miedo del miedo que da
Date: Nov 25th, 2014 9:59:14 pm - Subscribe


Poutz! Hoje foi foda! Uma sessão de porradas na cara para eu pensar sobre mim mesmo.

Já há algum tempo eu tenho percebido que não está rolando eu tentar qualquer ligação com outros, pois não estou me sentindo tranquilo comigo mesmo. É como se eu não conseguisse ser eu mesmo... seja por medo de julgamentos, seja por não saber quem sou eu, seja por não saber formular as perguntas, mas querer encontrar respostas, seja por medo de sentir medo do meu eu.

"Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá"

Miedo - Lenine & Julieta Venegas

Há algum tempo, resolvi fazer uma visita surpresa a meus pais em um final de semana. Apesar da desculpa de ter ido pelo aniversário de casamento deles, eu queria mesmo era agradecer pelo que fizeram por mim, mas suplicar para que me deixassem mais livre. Consegui.
Em um momento em que estávamos apenas os três, disse-lhes que agradecia pela formação, valores, ética e muitas outros atributos que passaram para mim, e que podemos até não concordar em alguns assuntos, mas os agradecia por isso não impedir que dialogássemos.

Caraca! Lembrando aqui.... nos abraçamos, como há muito tempo não fazíamos (e, sério, não me lembro de outro abraço que nos demos com o coração, e não por "bem vindo" ou "boa viagem"). Sério. Foi foda!

Apesar disso, ainda sinto que eles esperam que eu passe feriados e férias com eles... Não é que não goste, mas.... não tô a fim agora. Acho que o que me incomoda é viajar com eles porque "a ordem natural das coisas diz q tem q ser assim"... o filho mora longe.. e nas férias e feriados visita a família.. porra! ordem natural? natural de quem? minha é que não é! (ou melhor, não sei.... não me conheço.. :/ )
Estou planejando fazer uma segunda etapa nessas férias. Não sei como ainda.. tenho medo de magoá-los.. tenho praticamente certeza que vou magoá-los... mas preciso deixar claro que "foi". o muleque deles acha que cresceu, quer conhecer o mundo, quer desenhar sua trilha, quer visitar os pais por desejo, não por obrigação.

E aí... vieram as porradas de hoje..

Almocei com um dos diretores da empresa e conversamos sobre a vida, sobre os valores, sobre o ser, o indivíduo, sociedade... e aí um cara que eu já mega admirava, atingiu um nível de admiração que transcendeu minha escala. Ele falou muito sobre o indivíduo, amor e verdade, o indivíduo em paz consigo mesmo, com o outro, com a família... Muito do que estava esboçando na mente nos últimos tempos ele falou como algo corriqueiro para ele, algo que emprega nos detalhes do dia-a-dia, seja em casa ou no trabalho, ou mesmo consigo mesmo. Muito do que me perguntava se era possível, ele me mostrou exemplos, em que ele, como indivíduo, era protagonista.

Trabalhar a unidade do ser, do casal, e da família, é algo que ele preza. A harmonia se mostra quase como consequência quando há amor, verdade, tranquilidade, em cada esfera. Não sei se estou conseguindo passar o que estou sentindo sobre isso, hehe.. mas tudo isso tem a ver com viver como se é. Sem máscaras, sem papéis. somos. sou. nós. eu. e, nas relações, sinceridade, amor, verdade... o resto, é supérfluo.

O papo me fez querer ainda mais pegar minhas férias e ir para algum lugar em que não conheço ninguém. E mais... antes eu pensava em ir para algum lugar em que não conhecesse ninguém.. agora já penso em lugares em que não há ninguém. Outro ponto do bate-papo foi sobre os ruídos e influências e gritos e sussurros a que estamos expostos no dia-a-dia. O barulho diário acaba nos levando a tomar decisões... e isso não condiz com o eu tomando decisões.

Exemplo claro: Quando falo com as pessoas que vou viajar, exterior.. já vem uma enxurrada de sugestões de locais para visitar. Visitando-os, ficaria na dúvida se eu os visitei por que quis ou pelo barulho, para poder retornar à pessoa e agradecer a dica.
Acho que meu mini sabático vai ter q ser às escuras. Na base da mensagem para os pais: "estou em XYZ"... (eh.. acho que pular essa etapa seria judiação demais para quem tah começando a soltar o filho, talvez a contragosto)

Barulhos à parte, veio um tapa.. bem de leve, pois nos atemos à discussão do que era senso comum.. A discussão, já com outra pessoa, levou os temas amor e ódio para o nível de sociedade. A discórdia ficou no ponto em que eu acreditava que havia mais amor que ódio na sociedade, enquanto meu amigo, o contrário.
Refletindo depois, acho que o que eu queria dizer é que acredito no ser humano. acredito que ele não escolhe deliberadamente pelo ódio. Mesmo pessoas que fazem atrocidades, encontram desculpas para as terem feito. E aí enfatizo: acredito que o ser humano não escolhe, deliberadamente, por agir com ódio. Talvez pelo meio, talvez pelos hábitos, talvez por falta de empatia, por instinto de sobrevivência, ou, quem sabe, falta de noção... não acredito que racional ou intuitivamente uma ação de puro ódio seja decidida.

Haha... milhares de cenas de atrocidades em tv passando pela mente.. um moleque forçado a matar um x-9 em frente a seus amigos do crime, por exemplo, acredito que para puxar o gatilho ele tenha decidido bloquear seu raciocínio e sua intuição sobre o que deveria fazer, focado toda sua atenção em "são meus amigos falando para fazer isso" e pronto... cadê o x-9? ah... se fudeu.. sumiu da cabeça do garoto e agora é apenas um corpo no chão. mas isso não ocorreu pela decisão deliberada de tirar uma vida.
Acredito eu. E, loucura ou não, acredito na humanidade.. só acho que falta, e muito, coragem pra remar contra a maré, coragem para se descobrir e viver o próprio ser, e, arrisco, reflexão.

Anyway... esse tapinha me levou a refletir um pouco sobre minhas crenças... que estão longe de religiosas.. haha..

O último golpe veio num puta soco. Cheguei em casa e resolvi assistir Palhaço, com Selton Melo. Pai e filho são palhaços de um circo itinerante, mas o filho já não aguenta mais ser palhaço.. não é alí o seu lugar.. e então vem uma saga para abafar todo esse sentimento, a resistência para remar contra a maré, a descoberta de si.
Se me vi no filme? Claro que não! #soquenao...

Foi o fatality para eu perceber que passou da hora de eu me descobrir. Passou da hora de parar de dar desculpas baseadas em barulho do mundo e dar motivos baseados em meu coração, em meu cérebro.. em meu eu.
Sei que não será fácil. Não será da noite para o dia. E... não largo tudo e saio pois tenho medo de sair e perceber que tudo aquilo que eu quis jogar fora para me descobrir, era exatamente o que eu queria, mas estava na dúvida se queria por mim ou pelo barulho.
Dá medo. Dá medo do medo que dá.

Bem... vou nessa. Fico feliz em externalizar esse sentimento que tenho gerenciado há algum tempo.. Espero conseguir explicar pelo menos parte dele para meus pais nessas férias... não me importo em visitá-los sempre, ligar diariamente ou até várias vezes ao dia.. quem sabe até voltar a morar com eles.. só que não dá pra pensar (sério.. não.. não.. NÃO DÁ!) nessas coisas enquanto eu não me sentir livre para escolher, de coração, por elas.

Obrigado. Espero que estejam em sintonia com seus 'eu's.. não é nada agradável se sentir uma farsa diariamente.

Abraço! De coração!
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bottom-up
Date: Jun 26th, 2014 9:30:41 pm - Subscribe


Olá!... tudo bem? hehe..

Poutz! Não tem como... só recorro ao blog quando está tudo tão apertado aqui no peito que a única saída visível é ter a esperança de que botando tudo pra fora é que as coisas vão começar a se ajustar novamente...
E.. acho que mulher é algo bem importante para mim, mais uma vez vou tocar no assunto.. haha. Impressionante a capacidade delas mexerem comigo, mesmo sem terem noção disso.

Depois de cerca de 4 meses conversando muuuuito por telefone com uma guria, do nada ela só virou e disse que estava a fim de dar um tempo para o coração dela. Assim. Do nada. E o guri aqui ficou só chupando dedo. Em acessos de saudade ainda tentava mandar mensagem, mas era ignorado em 90+% das vezes. O jeito foi fazer como em outras vezes: deixá-la viver sua vida, e tentar viver a minha.

Nessas horas, a gente fica repassando cada conversa, cada interação, cada notícia, ação, reação... E aí percebi que algo que sempre esquivei foi o da exclusividade mútua: me comprometeria a não ficar com mais ninguém, e ela o mesmo. Ambos estávamos tranquilos, eu por acreditar que algo de momento não é capaz de quebrar algo duradouro, ela por não estar a fim de namoro, e fazia de tudo para que as famílias (que se conhecem) não soubessem que estávamos conversando.
Se isso foi decisivo ou não, não faço ideia. Nunca ficou claro o motivo do afastamento. Mas me fez voltar a pensar sobre a minha ideia de relacionamento.

Das gurias que mais amei (ok... posso contar usando todos os dedos que o Lula perdeu), a respeitava, desejava o melhor possível para ela, desejava-a comigo, e estava disposto a fazer muito por ela, mas, ainda assim, tinha a noção de que éramos duas pessoas, cada uma com sua trilha.. e que só faria sentido, para mim, ela estar comigo se fizesse sentido, para ela, eu estar com ela.
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Dito isso, acho que passei a me achar muito mente aberta e desejar liberdade, mas nesse caminho fui esquecendo de considerar o que eu acreditava e desejava. Desde adolescente minha vida é recheada de amores platônicos... lotada de amores no estilo "eu vou estar... te esperando nem que já esteja velhinha gagá". Comprei a ideia de todos aqueles contos de fadas, desejando ser o principe de uma princesa. Acreditei que todos aqueles filmes de amor (incluindo comédias românticas) podem ser reais, querendo-me ser protagonista de qualquer deles. Todo guri quer ser um super-herói. Acho que também quero, para poder proteger e fazer o melhor para minha protegida heroína (sem duplo sentido... haha).

Confesso: é muito ruim desejar uma utopia. E quando acho que estou saindo da utopia, tendo um relacionamento legal, sendo feliz com a liberdade acordada. Quando do nada, acaba, sofro como nos filmes, me faço protagonista, e dói mais ainda perceber que a guria não vai no fundo do poço te dar um abraço. E nessa hora percebo que sou o protagonista, protagonista da minha vida, e escolho recorrentemente e inconscientemente me fazer de vítima à espera de um abraço. O roteirista?... (hora de novo parágrafo)

Todo mundo. A humanidade. O universo. Não posso ser o único roteirista da minha vida, pois os outros roteiristas insistem em escrever algumas linhas no meu roteiro. Ajudei hoje um cego que esperava por um ônibus no ponto. Nesse momento, meu eu roteirista escreveu minha intenção e passos para ajudar o cego em meu roteiro, enquanto escreveu no roteiro dele que um desconhecido tentaria ajudá-lo, e no do motorista do ônibus que ele iria lidar com uma situação provavelmente recorrente: transportar um cego. Ao mesmo tempo em que escrevia em seus roteiros, eles escreveram no meu, dando-me a oportunidade de ajudar, e um reconhecimento por ajudar quem necessitava de ajuda. Ah! Isso contando somente os roteiros de humanos....

Depois de perceber como tudo está tão interligado, fica muuuuito difícil ser egoísta e voltar a falar dos meus problemas amorosos. Escrevi nos roteiros delas, mas as roteiristas de maior influência neles não estavam a fim de perder market share para meu eu roteirista... haha. Isso me faz pensar até que meu eu roteirista gosta muuuuito de escrever... tanto no meu roteiro como no dos outros.. talvez seja o meu eu roteirista que pense mais em colonização que em negociaçao de mercados...

Caramba! É tosko me perceber egocêntrico. Foi foda perceber o poder de influência que cada um tem. Certeza que vai me ajudar a entender melhor o que eu quero.
Aliás, foi uma das angústias que me fizeram vir ao blog: Estou sem saber o que quero da vida. (uma outra tb me incentivou a vir ao blog, mas a reflexão até o momento já a fez insignificante... era mais de eu mesmo: me colocando vítima e esperando abraço (hahaha.. consegui do meu chefe, e ainda estava triste por isso))

Mas.. voltando ao que quero da vida. Nunca consegui responder "onde você quer estar em 5 anos?". Na verdade... 1 ano já é difícil para mim. 1 mês? ah.. nada vai mudar... e aí.. de mês em mês.. tem grande chance de eu estar no mesmo lugar daqui a 5 anos. (Ai! Essa doeu aki..)
Há mais ou menos 1 mês, fui trocar ideia com um colega.. e do nada me surgiu a vontade de mudar de cidade. Me coloquei o prazo de uns 5~6 anos para aproveitar ao máximo a cidade em que estou. Depois disso, viajar. Mudar de cidade. Quem sabe até, país. Ainda não tenho destino, mas caiu a ficha de que trabalho melhor com prazos.
Em 5 anos chego aos 30. Com certeza não quero estar fazendo o que faço hoje, ainda que não tenha muita ideia de o que quero estar fazendo. E aí, 5 anos para planejar "como me vender em uma cidade em que ninguém me conhece?". No fim, posso ser qualquer coisa... o que quero ser? (yeah! insights batendo!...)

Galera! Valeu muito hoje.
Desculpe o início melancólico e de discurso pré-suicídio... mas preferi não alterar, foi autêntico.

Um forte abraço! E sucesso como roteiristas (vocês são, querendo ou não)!
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Paixonite ou Apaixonado?
Date: Mar 16th, 2014 2:22:51 am - Subscribe
Mood: undecided


Eh.. o mundo dá voltas.. e muuitas voltas.. e nos permite vivenciar em cada minúsculo instante de giro muitas emoções.. por vezes sobrepostas, por vezes alinhadas mas, em 99,9% das vezes.. em uma arena se debatendo umas com as outras, sem saber se o objetivo é definir um vencedor ou simplesmente não se deixarem ser esquecidos.

Já se passaram 4 meses de um relacionamento intensamente calmo: 1 megâmetro de distância. Escala proporcional à dependência dos serviços de telefonia móvel e internet. Já se passaram mais de 120 dias.. e não me lembro de dias em que não conversamos.
E como se já não fosse difícil demonstrar sentimentos, os ruídos na comunicação e a falta de um convívio físico próximo acaba por delegar aos achismos a tarefa de entender o que o outro sente.

Milhões de dúvidas, pensamentos e sentimentos... milhares de tentativas de fazer o racional comunicar com o emocional.. centenas de horas investidas em um relacionamento com dezenas de variáveis. E nunca foi tão claro perceber que nenhum outro existiria se não fosse uma unidade: ela.

É difícil fazer planos: nos próximos 3 anos as chances de vivermos na mesma cidade são pífias. E depois desse prazo... "who knows?"
Acabamos por brincar com um possível futuro... como vida a dois e até filhos (esse papo já não mais assusta.. e acabamos por nos conhecer nas perguntas "como você lidaria caso nosso filho ...?")
E tentamos abstrair tudo isso no presente: faz sentido e me faz bem conversar contigo. ainda sem planejamento, vemos no dia-a-dia até onde isso pode chegar.

Desculpe o desabafo. Ela não sai da mente e isso me traz muitas dúvidas.. precisava organizar de algum modo... mas acho q não obtive tanto sucesso.. hehe..
Mas é impressionante o quanto nos damos bem apesar das muuuuitas diferenças de crenças e opiniões..

Ah! Já que não concluí nada, fica para vocês o "presente de aniversário" que estou montando:
Passou o aniversário dela e não nos encontramos. Já estava pensando em comprar o livro "Eu me chamo Antônio" para ela, mas acabou que dias depois da minha secreta decisão ela me pediu o livro. Pois bem... não gosto muito desse negócio de ficar pedindo presente. deve ser algo espontâneo, surpresa, que reflita o que a pessoa acha que você gostaria.
Ok. Resolvi comprar o livro, mas como ela está enrolando para fazer a prova de legislação (receio da zuação caso não seja aprovada), montei o seguinte: Coloquei o livro em uma embalagem de presente; só que a embalagem está trancada com um cadeado com segredo numérico.
Vou entregá-lo na próxima semana, mas só passarei o código do cadeado quando ela marcar e fizer a tal prova. grin.gif
É bem possível que ela não curta o cadeado e a condição.. hahaha.. mas fica como minha forma de mostrar minha "cara fechada" ao pedir presentes e incentivá-la a fazer algo que só pode lhe trazer retorno positivo.

Bem.. é isso!

Abraço a todos!
Ainda devo comentar mais sobre ela.. essa guria realmente está mexendo comigo...
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Evitar alguem eh estranho...
Date: Nov 14th, 2013 8:56:58 pm - Subscribe
Mood: desolate


Sim, só volto aqui quando tem mulher na minha mente. Hoje misturou com outras coisas também, e aí senti aquela necessidade de jogar toda essa atividade cerebral para os dedos.

Bem.. acho que da última vez q postei aqui eu ainda estava sofrendo horrores por um "amor não correspondido". Hoje já considero que foi, e ainda é, mas em uma moeda diferente: eu a amava como alguém que desejo ter ao lado por loooongo prazo, quem sabe até constituir família? e ela retribui: me ama como um grande amigo.

Aprendi a conviver com a situação. Mas depois de assistir a uma palestra hoje, ficar refletindo sobre a vida, e em algum momento ter ficado meio deprê, percebi que a primeira pessoa em que penso para poder me acolher em um ambiente em que eu me sentiria seguro e tranquilo é ela. E exatamente a mesma pessoa que por vezes evito, como medida preventiva para que não crie laços (reais ou imaginários) tão fortes. Já sofri muito uma vez...

Fora isso.. o que me deixou meio deprê foi os pensamentos relacionados à palestra que assisti, que se relacionaram a outras conversas e pensamentos que já tive anteriormente. E aí bateu aquela crise existencial: "para quê tudo isso?"

Já fui sincero com meu chefe sobre não ter uma noção de onde quero estar em 5 anos. Já disse para meus pais. Comentei com alguns amigos. Mas lembrar disso sempre dói um pouco, e não encontrei um meio de resolver, colocar uma meta sequer.

Me parece que toda minha vida e esforço foram baseados em esperanças: "Um dia isso será útil.", "Se eu for para tal profissão, isso será útil.", "Ter esse conhecimento pode ser útil em algum momento."...
Mas qdo paro para pensar no "daqui a 5 anos", me sinto uma barata tonta. Sorte minha que me divirto muito ao aprender, mas tô sentindo cada vez mais falta de um norte. Aprender por aprender está perdendo sentido.
Pior ainda... ao conversar com chefe, fica difícil definirmos metas "para me ajudar a alcançar o que desejo".

Quem mandou levar tanto a sério os ensinamentos paternos? "Em uma empresa, quem manda é o chefe. Você tem que se adaptar.", "Manda quem pode, obedece quem tem juízo.", e vários outros pensamentos que não fazem mais sentido algum na mente, mas o inconsciente já incorporou.

Até o fato de "ser eu mesmo" às vezes sai da pauta... com uma criação para "agradar a todos", busco na empatia um meio de avaliar se estou agradando ou não a novos contatos. O problema é que me incomodo ao não ser eu mesmo... e aí só postergo a afinidade ou distanciamento.

Bem... vou nessa!
Sigo na busca (mais de sentido da vida do que de parceira para a vida.. hehe). Quando tiver mais novidades frustrantes, volto.

Até.
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Perdido
Date: Mar 10th, 2013 7:47:12 pm - Subscribe
Mood: lost


Bem.. é assim que estou me sentindo... Dei uma passada de olho no meu último post e não mudou quase nada.. algumas coisas pioraram, outras melhoraram.. mas ainda penso muito nela..

Essa noite sonhei com algo que fez meu racional perceber que, emocionalmente, ainda tenho esperança de que um relacionamento afetivo entre nós ainda pode ocorrer... E aí volto na questão em que estava ao escrever o último post: Que motivo teria eu para não desejá-la?

Só tenho motivos para querê-la por perto... Acho que sempre que tentei dar um passo adiante era na tentativa de mudar a situação de modo a não mais precisar de uma desculpa para estar com ela.
Com seu jeito doce, até brigando sinto que está me dando mole... sei lá.. acho que essa minha esperança afasta qualquer sinal de "não" que aparece.

Mais uma guria apareceu no pedaço ultimamente: a irmã de um amigo q sabe qse toda a história do meu platonismo. É bonita, legal, e... ou eu tô viajando.. ou tah dando sinais de que permite minha aproximação.
A razão dessa vez me faz afastar um pouco dela.. respeito muito o meu amigo, e se rolar algo e eu ainda não tiver esquecido a outra, ficaria mal tanto por mim qto pelos possíveis efeitos negativos..

Um dia desses saímos qse toda a galera... a gata dos meus sonhos estava estupidamente lindíssima... a irmã do meu amigo também..
Acho q ela (a irmã) percebeu q eu não fico muito a vontade qdo a outra está por perto... em algum ponto da conversa ela se dirigiu diretamente a mim: "Você não me deu os parabéns.." (pelo dia internacional da mulher). e emendou, diretamente para ela: "Ele te deu os parabéns?"... "Sim".. e então fiquei ainda mais sem graça...
Dei os parabéns na hora, claro... e depois mandei uma piadinha com mais um parabéns (do tipo assumindo q esqueci) no facebook.. mas nem um risinho incentivei..

Nesse dia, acabou q pela ordem em q sentamos à mesa do bar eu fiquei ao lado da outra e longe da irmã... acabou gerando alguns olhares ao longo de toda a noite, mas nada mais q isso.. (minha intenção era mostrar que eu preferia estar do lado dela... não sei se funcionou..)
Mas.. quanto a sentar do lado da guria q não sai da minha mente, tentava evitar jogar comentários sobre o que ela falava que delongariam a conversa.. fazer esses comentários é uma das estratégias q mais uso para manter conversas.. minha ideia ao evitar era exatamente tentar não dar tanta atenção a ela.
Em algum momento, falhei... e acabamos em uma conversa apenas entre nós dois.. no papo ela acabou dizendo um "se encaixar, então dá certo..", aí fiz o que faria com qualquer pessoa com q tenho um mínimo de intimidade pra fazer piadas de duplo sentido: perguntei de um jeito sacana: "então quer dizer que se encaixar, então dá certo?"..
2 segundos para eu perceber a merda. E saí da conversa num "poxa.. não dá pra brincar assim com você.."
virou cada um prum lado.

Remoendo esse fato há 2 dias já... fiquei me perguntando: "por que eu saí do papo?" "por que não tentei mudar a situação?" "tenho leve impressão de ter ouvido um 'é..' por parte dela.. será que ouvi mesmo? o que queria dizer?"
ao ir embora, deixei um colega q ficava no meio do caminho, liberando o banco do passageiro, e ela veio pra frente... ao deixá-la em casa, se curvou para dar aquela despedida de bochecha-com-bochecha...
o que isso quer dizer? alguma coisa? nada? tou viajando de novo?
o pior de tudo é que isso só alimenta esperanças... e tô cansado de pensar nela a todo tempo..

Voltando na minha reação à piadinha.. o principal motivo para eu ter saído da conversa foi meu respeito por ela... depois de tudo que conversamos, em que ela sempre deixa claro que não rola.. considero que seria muita falta de noção tentar algo alí, em frente a outros amigos... e, pensando bem, provavelmente não tentaria mesmo se estivéssemos só nós dois.. colocá-la em mais uma situação constrangedora, não é algo q tô a fim de fazer..
Esse meu sentimento já a deixou muito puta comigo em algumas situações... e eu fico puto ao perceber o quão fácil é para mim deixá-la triste, quando tudo o que eu quero é deixá-la feliz.

Sobre essa questão do respeito.. fui parar pra pensar.. sempre tive um puta respeito pelos meus amores platônicos... nenhum deles se concretizou.
Respeitava e respeito as gurias com quem fiquei até hj, mas não de maneira tão... exagerada (?)..
Será q esse meu respeito exagerado tem me restringido a tomar iniciativas? começo a achar q sim... e não gostaria de pensar em "respeitar menos" como uma possível solução..

Nessas minhas reflexões.. às vezes fico me perguntando como é possível alguém querer oferecer o máximo que pode a uma pessoa, e a outra não aceitar. É muito engraçado pensar nisso... e tah difícil de aceitar... mais engraçado ainda é perceber que histórias assim estão ocorrendo a todo momento nesse planeta..
A primeira vista, parece que o "máximo que um pode oferecer" simplesmente nem chega ao "mínimo suficiente para o outro".. o que é bem frustrante (pra um... ou, no caso, para mim..)
Mas analisando melhor a situação, percebo que não é sobre oferecer e aceitar... dentro do que se oferece, está um compromisso. mas compromisso depende das duas partes... e toda essa frustração por parte de um pode ocorrer pelo simples fato do outro não estar disposto a oferecer seu compromisso em troca (o que invariavelmente ocorre ao aceitar).

Ufa.. finalmente comecei a me sentir mais leve.. (uma conversa descontraída com outra amiga acabou ajudando nisso tb)..
Hj pensei muito nessa minha falta de motivo pra não desejá-la.. mas pensar em um motivo me mantém pensando nela...
Acho que vou passar pra estratégia do "don't give a shit" sobre ela... evitar alimentar conversas ou perguntar coisas pessoais são passos para isso...
Uma saída q me passou pela mente hj foi a de mudar ou criar outro circulo de amizades nessa cidade. Mas ainda analisando como fazer isso..

Bem... é isso. Até a próxima!
Bjs e abraços.
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