A unica certeza da vida: mudanca
Date: Feb 7th, 2018 4:14:48 am - Subscribe
Mood: challenged


Olá! Me contive em ler os últimos posts antes de criar este. Li apenas o primeiro parágrafo do último, e percebi que isso já estava internalizado: Aqui é uma válvula de escape. Quando muita coisa já deu merda, escrever anonimamenet é a saída para manter a sanidade mental.

Ainda que tenha tido vontade de vir aqui diversas vezes desde 2016 (último post), não o fiz. Fui me descobrindo mais preguiçoso do que gostaria. Nos últimos 6 meses passei a sentir uma necessidade maior de fazer terapia. Cheguei a conversar com algumas pessoas sobre isso, mas falta pegar a lista, o telefone, ligar, marcar uma primeira consulta.

Descobri várias coisas sobre minha personalidade. Uma das mais recentes: meu drive para fazer as coisas é muito maior quando sinto que estou bloqueando/ferrando alguém ao não fazer. Quase sempre me preocupo mais com os outros do que comigo mesmo... e aí... fazer terapia... parece que só atinge a mim.

Mas... bem.. se estou aqui, provavelmente é para evitar um burnout. O último gatilho: recebi uma mensagem direta de "ou muda perfil, ou muda de emprego". Nos 5 anos de vida profissional, foi a primeira vez que ouvi isso. Nos lugares anteriores (e até mesmo nesse, há alguns meses), reecebi um tratamento bem mais de "o que está pegando? vamos conversar!" do que algo preto no branco. No fim, acho que prefiro a última abordagem: mais direta, sem mimimi, com cartas à mesa, mas..... cara.... isso dói.

Há algum tempo já, venho recebendo o feedback de que estou com perfil muito analista, e o valor que me pagam é para ter alguém com perfil gerencial (não o valor-quantia em si, mas sim o orçamento). Questões básicas como ficar gerenciando minhas tarefas, o que estou fazendo, se estou ou não disponível para algo, são questões que a diretora (agora minha gestora direta) sente necessidade de fazer, e disse abertamente que são questões que ela não preocupa nem mesmo com analistas, que recebem até 1/4 do que eu recebo. O grande baque que eu sinto: sempre fui analista, e aos trancos e barrancos, conseguia entregar o que combinava com o superior. Nessa oportunidade preciso ser gerente, e basicamente não há um "superior". Tem uma questão hierárquica, mas é uma startup, e então vem demanda de todos os lados, eu teria que gerenciá-las, falar não para algumas, ter foco, etc... Muita coisa de uma só vez, e tudo batendo agora, quando eu já deveria estar atuando desse modo há mais tempo.

Estou me lembrando aqui de um dos pontos que me fez querer fazer terapia: comprometimento. Percebi que ao longo do tempo, e em diversas esferas, tenho evitado me comprometer com algo. Isso se agravou após a guria do mestrado, com a qual me doei e abri por inteiro, e a não-correspondência me deixou bem mal. Conheci uma guria há 2 semanas. Muito massa, enfermeira (acho que tenho fit grande com elas... a profissão já puxa um "cuidar dos outros" que faz o coração bater mais forte..) Um pouco mais velha, e com uma filha. Quando descobri isso, já percebi alí uma mega gap de maturidade. Quando informou que era divorciada, o gap só aumentou. Se comprometer por um outro (e, caso dela, por dois outros) puxa uma maturidade para aprender muito sobre próprios limites, respeito ao próximo, como gerenciiar minha vida com as demais. E até um ponto básico: como ser eficiente e eficaz profissionalmente, para que também possa ter tempo para mim e os demais com os quais me comprometi.

Porra! Não consigo gerenciar nem o horário de trabalho! Jogo coisas para o final de semana, uso noites e entro madrugadas adentro para tentar entregar algo. Às vezes uso a desculpa de que estou comprometido com a empresa. Mas... na real mesmo... é que estou desesperado para garantir meu ganha-pão. Valorizo muito minha independência financeira, ainda que fragil. E, pior, recentemente me comprometi com um valor de aluguel mais caro: ou seja, reduziu o fluxo de água para encher a bacia.

Bem... 2 pontos que eu gostaria de elencar antes de seguir para o novo dia de trabalho:
(a) Sinto que a parte de comprometimento tem a ver com uma pouca clareza que tenho sobre o que quero da vida. Onde chegar? Estar aqui faz sentido? Estou no caminho dos meus objetivos? Acho que vale eu tentar puxar esses pontos nos próximos dias. Não tá rolando cada dia ser só mais um.
(b) próximos passos. Acabou que dormi antes de vir ao blog.. e acordei com alguns insights de mudança na rotina para tentar mudar para uma postura mais de líder, com planejamento, etc.. uma das quais: separar tempo para pensar nesse futuro, ter horário diário reservado para focar no planejamento, seja buscando novas possibilidades, enviando e-mail para alguém, fazer uma ligação, estruturar o impacto que cada abordagem teria, etc.. E outra parte do dia seguiria para questões de curto prazo, que não reduziram, mas vão requerer priorização (talvez realizada naquela parte do dia voltada ao médio prazo).

Bem... consegui estruturar minimamente alguns pontos, mas ainda sinto que um terapeuta será hiper útil para mim. Tô vendo que autosufficiência não tah rolando...

Um abraço!
Partiu mudança!
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